segunda-feira, 13 de março de 2017

Poemas

Um poema pra HOMENAGEAR a CHEGADA das ÁGUAS
da TRANSPOSIÇÃO ao Sertão nordestino








sábado, 9 de abril de 2016

FOTOS MINHAS NA IMPRENSA

Divulgando São Joaquim do Monte
1º semestre de 2008, início da construção da estátua do Frei Damião.
Jornal do Commercio - Recife
Em destaque a Barragem Caianinha e a residência do Sr. José Menezes.

Agosto de 2008 - Inauguração da Estátua do Frei Damião
Obra do artitista plástico - José Caxiado.
Matéria: Neide Aciole - Jornal Extra de Caruaru 
Setembro de 2008- Inauguração do portal de entrada da cidade.
Jornal do Commercio
Agosto de 2008- Meu primeiro texto peblicado em jornal.
Matéria: Neide Aciole - Jornal A Época.
1ª turma de ensino superior da história do muncípio.
Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia
Março de 2009
Seminário Temático de Língua Portuguesa, o primeiro apresntado pela turma.
Professora Carol Coimbra - Jornal A Época

Janeiro de 2008, a maior Festa de Reis já realizada em São Joaquim.
No palco Banda Calypso.
A Banda Calcinha Preta foi outra grande atração desta festa.

 Cido Fotografias
Agosto de 2010 - 80 anos de paróquia.
Vistia do Governador Eduardo Campos a Vila de Barra do Riachão 
Município de São Joaquim do Monte.
Revista Total

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

A História de São Joaquim do Monte

Parabéns
São Joaquim do Monte
87 anos de Emancipação política
11 de setembro de 1928


 




Uma casa aos pés do monte. Foi essa, certamente, a primeira visão dos que aqui chegaram nas primeiras décadas do século 18.


Aba da Serra.
Assim chamava-se a região onde surgiu o povoado.

Quando Vila
São Joaquim

Quando Distrito
São Joaquim

Inicialmente o Município foi chamado de
São Joaquim,
depois Camaratuba, e por fim,
São Joaquim do Monte.

  Nosso Marco Zero.
Local onde hoje está edificado o sobrado do ex-prefeito Barnabé Monteiro.


Neste local foi construída a 1ª casa que deu origem ao povoado de São Joaquim.
Localização: Unidade federativa: Pernambuco
Emancipação Política:
11 de setembro de 1928.


Por que São Joaquim?
Foi uma homenagem ao Santo, pai da Virgem Maria, mãe de Jesus, esposo de Santana e sogro de José.

Mesorregião: Agreste Pernambucano
Microrregião: Brejo Pernambucano
Região Metropolitana: Agreste Central
Diatância até a capital (Recife): 134 km

Características Geográficas
Área: 242, 629 km²
População: 20.489 hab. IBGE 2010
Clima: Tropical Úmido

Limites do município:
Leste - Bonito
Oeste - Agrestina
Norte - Bezerros e Camocim
Sul - Cupira e Belém de Maria 

Particularidades:
No município de São Joaquim do Monte encontramos as regiões do:
Monte
Belo Monte
Monte Azul
Monte Alegre

Particularidades:
No município de São Joaquim do Monte encontramos os seguintes sítios batizados com o nome de frutas:
Cajueiro
Goiabeira
Jabuticaba
Bananeira
Bananeira
Cajá
Araticum 

São Joaquim do Monte – PE

Assim começa a nossa história...

Os primeiros forasteiros que por aqui chegaram nas primeiras décadas do século XVIII vindos do litoral, certamente tiveram a mesma visão de paraíso, tal qual o “Achamento do Brasil” descrito por Pero Vaz de Caminha e relatado em carta ao Rei de Portugal Dom Manuel, não sendo necessário para tanto, nestas paragens, um único braço de mar. "A terra em si é de muito bons ares frescos e temperados (...) Águas são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo” (...).
O município é constituído de 3 distristos: São Joaquim do Monte (sede), Barra do Riachão e Vila de Santana.
Outras vilas e povoados:
Cajueiro, Várzea Fresca, Monte Alegre, Monte Azul, Bananeirinha, Jabuticaba,Goaibeira, Trevo de Formigueiro, Sítio Fernandes...

Na aba da serra
Nos braços do monte
No amanhecer do Agreste
Nasceu São Joaquim do Monte
(Autor: Josinaldo Amaury)



Bravura e Amor
(Hino São Joaquim do Monte)


Esta terra de bravura e amor
Construída por homens valentes
Nos braços força e vigor
Fazem o progresso sempre presente

Nos versos desta construção
Registremos a pureza da verdade
Falando do ousado tempo
Da remota realidade

Os campos foram inspiração
A beleza anatomia das terras
E como sementes no seu ninho
Aconchegam a maravilhosa Aba da Serra

Entre fontes d’águas cintilantes
E verdes motes, Aba da Serra prosperou
Deu lugar à Camaratuba
Que bravas e novas conquistas legou

Aba da Serra, emancipou-se
Passou de vila à cidade em 1928
Com legitimidade
Hoje São Joaquim do Monte
Canta esta liberdade.

Letra: Margarida Tavares e Joel Malaquias
Música: Ricardo Franklin, Rinaldo Barbosa e Ricardo Nascimento.


Como era a localidade onde nasceu o povoado de São Joaquim, na região chamada Aba da Serra?
Os primeiros habitantes
Índios?
Não existe vestígios da existência de aldeias indígenas por essas paragens, muito embora, seja provável que por aqui tenham vivido.
O que sabemos com certeza é, que o homem branco, de origem portuguesa, vindo do litoral, mestiços e escravos fugindo dos engenhos foram os primeiros a habitar esta região. 


Na metade do século XVIII Algumas famílias já habitavam a região onde hoje está edificada a cidade de São Joaquim do Monte. À época, seus moradores viviam nas chamadas “terras do Rei”. Suas moradias eram rudes e distantes uma das outras.
Tratava-se de uma região coberta de florestas e cortada por riachos perenes. As terras do Rei, as daqui, pertenciam ao município de Bonito, o empório mais importante do Agreste, haja vista, que para a cidade de Bonito, se dirigiam comerciantes das regiões mais longínquas afim de se abastecerem de viveres de primeira necessidade ou para venderem seus produtos agrícolas.

Da Sesmaria de Ararobá ao Povoado de São Joaquim

Até o ano de 1890, o local onde hoje está edificada a cidade de São Joaquim do Monte, eram Três propriedades onde ja viviam algumas famílias, pertencentes, essas terras, ao município de Bonito e de propriedade dos Senhores, Capitão Manoel Antônio, português de origem, Manoel Caetano da Costa e Manoel Quintino dos Santos
As três propriedades formavam uma região conhecida por Aba da Serra onde, mais tarde surgiria o povoado de São Joaquim.

 1-As terras de propriedade do Capitão Manoel Antônio, ficavam na parte denominada “Conceição” junto das larjinhas, local onde foi construída a Barragem Caianinha. Lá, o Capitão fixou residência.

2-Já as terras de Manoel Caetano da Costa, começavam mais ou menos onde foi construído o açougue público, no início da Av. Estácio Coimbra descendo em direção a região onde foi construido o hospital e o primeiro posto de gasolina. Décadas depois, essas terras, tornaram-se propriedade de José Joaquim de Melo, o José Gameleira.

3-Manoel Quintino dos Santos adquiriu a propriedade conhecida por Monte, onde construiu sua casa no lugar onde hoje é o sobrado do ex-prefeito Barnabé Monteiro. A casa foi construída de maneira estratégica a margem da estrada que levava à Bonito. A mesma estrada que nos dias de hoje sobe em direção ao Santuário do Frei Damião.

O Surgimento do Povoado

povoado nasceu nas terras da propriedade conhecida por Monte, pertencente ao Sr. Manoel Quintino dos Santos. Faixa de terra que descia o monte e se estendia até aonde hoje é o açougue público. Ali existia uma porteira dividindo as propriedades.
Curiosamente, a povoado nasceu e se expandiu descendo pela rua que hoje homenageia Manoel Franklin indo em direção a estrada que levava à região do Caiana e a Currais, hoje Alto Bonito.


A construção da casa que deu origem ao povoado.

Conta a história, que o Senhor Manoel Quintino que residia com a família em Lagoa de Dentro,  propriedade rural que deixou para sua filha Raimunda e para os demais filhos, em 1890, construiu uma casa à margem da estrada, à época, muito movimentada e caminho obrigatório para a cidade do Bonito. A mesma estrada que hoje sobe a conhecida Rua do Clube em direção ao Santuário do Frei Damião. 
Manoel Quintino havia construído uma casa ampla. Nela, havia uma bodega(mercearia) e uma estribaria(uma espécie de cocheira). Os sertanejos que se dirigiam para Bonito com seus animais carregados, finalmente, tinham onde descansar em segurança, fazer uma rápida refeição, banhar e alimentar seus animais próximo a uma cachoeira que ali existia. Os que vinham ao cemitério visitar seus mortos também faziam paragens por ali.


Conta a história também, que, construída a primeira casa, em poucos anos (1891/1896) surgiu o povoado com o nome de São Joaquim.
Era dado ali, talvez até de maneira inconsciente, o início da edificação da cidade e, consequentemente à formação do atual território municipal.
Para que isso acontecesse, outras casas foram construídas ao lado da residência do Sr.  Manoel Quintino dos Santos, nas terras de sua propriedade.
No mínimo, uma permissão teria que ser dada para que alguém construísse uma casa ao lado da do proprietário daquelas terras. Foi certamente, dada essa permissão com um único objetivo, o de povoar a localidade.
Tudo levar a crer que o dono da propriedade conhecida por Monte, doou ou vendeu os terrenos para que mais casas fossem ali construídas. Por isso, é atribuído ao Sr. Manoel Quintino dos Santos a fundação do Município de São Joaquim do Monte.


A Cólera e o 1º cemitério:

            Em 1850, chegou a nossa região, trazida, provavelmente, por viajantes contaminados vindos do litoral uma epidemia de Cólera, doença, na época, desconhecida e de fácil transmissão, caracterizada por diarréia aquosa abundante, vômito e câimbras nas pernas.
            As primeiras vítimas da doença foram levadas em redes para serem enterradas no cemitério da cidade do Bonito, como era feito, sempre que alguém ia a óbito na região. Feita a primeira viagem, aquelas pessoas cansadas da difícil caminhada se depararam com outros corpos prontos para serem enterrados. Foi quando decidiram aqueles senhores, cercar uma área erma de terra, onde hoje está edificada a torre da Matriz e a estátua de Frei Damião, onde improvisaram um cemitério, haja vista, não haver condições de voltarem a Cidade Mãe, no mesmo dia para enterrarem seus entes queridos vítimas do Cólera. Assim surgiu o primeiro cemitério do lugar.

A Cólera.
A primeira aparição de Cólera no Brasil, ocorreu na década de 1820 na cidade do Rio de Janeiro, então capital do país. Em 1855 mais de 200 mil pessoas morreram vítimas da doença somente naquela cidade.
Com pouco conhecimento sobre a doença, ela era tratada com dieta a base de café e cachaça.

Atual Cemitério.
O atual “Campo Santo” batizado de São Bento foi inaugurado em 1939 na gestão do prefeito Pedro Sérgio de Menezes.

Construção de uma Capela mais ampla

            Numa missa domingueira no ano de 1913, o missionário Frei Epifânio anunciou a ampliação da capela e para isso teve-se que transferir para outro local o cemitério, que ficava onde hoje está edificada a torre da Matriz e a estátua do Frei Damião.O que somente aconteceu em 1939.
O generoso José Gameleira doou todos os tijolos necessários para a ampliação, como também toda a madeira. E ainda emprestou seus carros-de-boi, para o transporte dos materiais para o local da obra.
As obras de ampliação da Capela se encerram no ano de 1915, tendo sido, a sua inauguração, portanto, realizada no dia 06 de janeiro de 1916 em comemoração a festa dos Reis Magos

            A nossa igreja vinculada à Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Bonito que pertencia à Província Eclesiástica da Arquidiocese de Olinda e Recife, pontificando, como Arcebispo, Dom Miguel de Lima Valverde.
            Fundamentado no parágrafo 3º do Cânone 454 do Código de Direito Canônico, Dom Miguel Valverde exarou Decreto pelo qual decidiu “Criar uma nova Paróquia no município do Bonito, elevando à categoria Paroquial a Capela de São Joaquim do Bonito”. Isso aconteceu em 24 de dezembro de 1929.

Foi o Padre Clímaco que comandou a última reforma na nossa matriz.


Altar mor

            Sob a administração do Pe. Viana – Tio de Geraldo Menezes que é filho do ex-prefeito Severino Menezes – foi realizada a inauguração do Altar Mor da nova Matriz, em 27 de novembro de 1931. Também neste ano foi doado por José Vitorino de Carvalho - Zuza Vitorino um Sacrário de ferro onde seria guardado o “Santíssimo” na nova Igreja Matriz.

Imponente, todo em mármore foi doado por Zuza Vitorino, José Vitorino de Carvalho, que falecera inesperadamente, sendo a promessa cumprida pela viúva Dona Doninha.

Como foi instituído o Mês Mariano?
Foi Padre Viana que instituiu o mês Mariano em 1931, iniciando-se, desde aquele ano, a prática sacrossanta dos “noiteiros do mês de maio” assim chamadas as famílias que patrocinam as celebrações das noites de maio, dedicadas à Mãe de Jesus, até os nossos dias.

Finalmente sua emancipação.
Finalmente, em 11 de setembro de 1928, o Distrito de São Joaquim conquistou sua emancipação.
16 anos depois de ter sido elevado a categoria de distrito e 37anos depois de construída a primeira casa.


Emancipação e pendência
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São Joaquim torna-se CAMARATUBA.

Em 31 de dezembro de 1943, o município de São Joaquim passou a denominar-se CAMARATUBA, por haver no Sul do país uma cidade com o mesmo nome (tal fato se deu 15 anos depois de sua emancipação com pendência).
Contudo, por qual motivo foi escolhido o nome de CAMARATUBA?
Havia na região em fartura, uma planta nativa, da família das verbenáceas por nome CAMARÁ, também chamada CAMBARÁ.
Com a junção do verbete TUBA, elemento de origem Tupi que denota abundância. Daí surgir o vocábulo Camaratuba, nome da localidade, numa alusão inconteste à abundância de camará naquela região.  Por um período de apenas 5 anos São Joaquim foi chamado de Camaratuba.


CAMARATUBA passa a se chamar São Joaquim do Monte

Muito embora tenha mudado de nome, só através de documentos e anúncios oficiais sabia-se que essa localidade se chamava Camaratuba. Toda região, assim como os próprios moradores continuavam a chamá-la de São Joaquim. Não é que não gostaram do novo nome, é que já estavam acostumados ao antigo. Pensavam as autoridades da época, o que fazer para solucionar o problema.
Em 31 de dezembro de 1948, decidiram que o município de CAMARATUBA passaria a denominar-se SÃO JOAQUIM DO MONTE, visto que, o povoado de São Joaquim nasceu aos pés da “Fazenda Monte”.
De São Joaquim para Camaratuba. Lei estadual nº 952 de 31/12/1943.
de Camaratuba para São Joaquim do Monte. Lei estadual nº 416 de 31/12/1948.

Fontes pesquisadas:
1-Coluna mensal de Roldão Joaquim dos Santos - Jornal a Época.
(Livro)
2-Filho,José Moisés de Melo. 2008. Resgate - Um Passado Desconhecido.2008. 1ª edição.São Joaquim do Monte-PE.
3-Pesquisa de campo do autor deste blog.

NOVIDADES

Obrigado por VISITAR este BLOG!
Para me achar no face: Josinaldo Amaury

Adoro 1 Amor Inventado 
Meu primeiro livro
visite o BLOG do livro
www.adoroumamorinventadoolivro.blogspot.com




 


APRESENTAÇÃO

 Este livro que chamo de “romance poetizado” apresentará aos leitores uma visão única de uma década que para os economistas é considerada perdida. O título, como podemos ver é uma homenagem a Cazuza, um dos maiores poetas dos anos 80. Segundo ouvi de um anônimo: — a década que nos criou. De modo que o leitor se sentirá, inevitavelmente, parte integrante de um grupo de amigos que estão se despedindo de uma fase de nossas vidas que conhecemos como juventude. São pessoas, em sua maioria, que viveram intensamente os anos 80 e que relutam em aceitar que este tempo tenha passado. Como cresceram aqueles jovens e até que ponto o movimento pop, do rock nacional, interferiu em suas vidas, em suas atitudes.                                   
As estórias aqui contadas foram vivenciadas no início da década de 90, tendo como ambientação principal o interior de uma loja de departamentos de um dos maiores shoppings da cidade de São Paulo, localizada na Avenida Paulista, o maior centro financeiro da América Latina.                   
Vivenciar esta leitura, portanto, nos levará a dividir com dezenas de personagens seus amores, suas aventuras, suas decepções. Ao passo, que seremos presenteados com um melhor entendimento de uma geração que pode até ter exagerado, mas, que odeia seguir regras e adora um amor inventado.
 
Obs.: Mesmo tratando da história recente de nosso país, esta é uma obra fictícia. Portanto, qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais terá sido mera coincidência.


O autor.

AGURADEM mais novidades.

sábado, 11 de abril de 2015

VALE A PENA LER DE NOVO



“A principal meta da educação é criar
homens que sejam capazes de fazer coisas novas,
não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram.
Homens que sejam criadores, inventores, descobridores.
A segunda meta da educação é formar mentes
que estejam em condições de criticar, verificar e não
aceitar tudo que a elas se propõe.”
JEAN PIAGET


"Nenhum ser humano será completamente feliz se não tiver no seu cotidiano algo que lhe pareça familiar".  
Josinaldo Amaury 

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.
Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente,
antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.
Os homens de gênio são meteoros destinados a se queimar, para iluminar o século em que vivem. -Napoleão Bonaparte


Se você tem metas para 01 ano, plante arroz.
Se você tem metas para 10 anos, plante uma árvore.
Se você tem metas para 100 anos, então eduque uma criança.
Se você tem metas para 1000 anos, preserve o meio ambiente.
(Confúcio – Pensador chinês 551 a 479 a.C.)
_______________________
Sejamos como um pássaro pousado por um instante no ramo mais frágil, que sente tremer o galho e, no entanto canta, porque sabe que tem asas”.
Sully Prud’ homme(Poeta Francês)
Disse Fernando Collor de Melo ao renunciar ao cargo de Presidente da República do Brasil em 1992.
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Lula e a derrota da Casa Grande.
(Leonardo Boff – Teologia).


“Casa-Grande e Senzala” (1933) de Gilberto Freyre representa mais que um dos textos fundadores da moderna interpretação do Brasil. Os dois termos dão corpo a um paradigma e a uma forma de habitar o mundo.

Habitar na forma de Casa-Grande significa estabelecer uma relação patriarcal de denominação social, de criação de privilégios e hierarquias. Habitar na forma de Senzala é ser expoliado como ser humano, seja na forma de escravo negro, feito “peça” a ser vendida e comprada no mercado, seja do trabalhador, usado como “carvão a ser consumido” (Darcy Ribeiro) na máquina produtiva.

Estas duas figuras sociais superadas historicamente, ainda perduram introjetadas nas mentes e nos hábitos, especialmente de nossas oligarquias e elites dominantes. Elas ainda se consideram as donas do Brasil com exígua sensibilidade pelo drama dos pobres.

A Casa-Grande se transformou em poderosa realidade virtual que se manifesta na forma como age o grande capital nacional, como fazem alianças entre donos da imprensa empresarial, como se manejam os fatos e se cria o imaginário pela televisão para que a Senzala continue Senzala, seu lugar na sub-história.

Ocorre que os da Senzala sempre resistiram, se revoltaram, criaram seus milhares de quilombos, se fundirem com os demais pobres e marginalizados e conseguiram, especialmente a partir de 1950, se organizar num sem-número de movimentos sociais populares. Conquistaram aliados de outras classes, intelectuais e setores importantes das igrejas.

Criaram o poder social popular que, num dado momento, se afunilou em poder político e com outras forças deram origem ao Partido dos Trabalhadores (PT). De dentro desse povo irrompeu Lula como legítimo representante destes destituídos da Casa Grande, com carisma e rara inteligência.

Dou meu testemunho pessoal: corri quase todo o planeta, encontrei-me com nomes notáveis da política, das ciências, do pensamento e das artes. Dentre os mais inteligentes que encontrei, está Luiz Inácio Lula da Silva, agora nosso Presidente.

Somente ignorantes podem chamá-lo de ignorante. Sua inteligência pertence ao seu carisma: desperta, arguta, indo logo ao coração dos problemas e sabendo formulá-los do seu jeito próprio, sem passar pelo jargão científico.

Sua vitória é de magnitude histórica, pois por duas vezes a Senzala venceu a Casa-Grande. Os continuadores da Casa Grande fizeram tudo e tentarão ainda tudo para atravancar essa vitória. Como não têm tradição democrática e parco senso ético, costumam usar todas as armas, armar “maracutaias”, como fizeram em eleições anteriores. Apenas esperamos que não utilizem o expediente do assassinato.

O desafio agora é consolidar a vitória da Senzala e dar sustentabilidade a um projeto que supere historicamente esta divisão perversa da Casa-Grande e Senzala para se inaugurar um novo tempo de uma “democracia sem fim” (Boaventura de Sousa Santos), de cunho popular e participativo.

Esse projeto só ganhará curso se Lula realimentar continuamente suas raízes numa articulação orgânica com as bases de onde veio. São elas as portadoras do sonho de um outro Brasil e infudirão força ao Presidente. As feridas que a Casa Grande abriu no tecido social e ecológico de nosso país são sanáveis.

Uma política que tem o povo como centro fará bem até a estas elites. Agora não tem lugar a revanche mas a magnanimidade, o país unido ao redor de um projeto includente.



O OUTRO BRASIL QUEM VEM AI.

Poema-profecia que se cumpriu 76 anos depois.

Eu ouço as vozes
eu vejo as cores
eu sinto os passos
de outro Brasil que vem aí
mais tropical
mais fraternal
mais brasileiro.
O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados
terá as cores das produções e dos trabalhos.
Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças
terão as cores das profissões e regiões.
As mulheres do Brasil em vez das cores boreais
terão as cores variamente tropicais.
Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil,
todo brasileiro e não apenas o bacharel ou o doutor
o preto, o pardo, o roxo e não apenas o branco e o semibranco.
Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil
lenhador
lavrador
pescador
vaqueiro
marinheiro
funileiro
carpinteiro
contanto que seja digno do governo do Brasil
que tenha olhos para ver pelo Brasil,
ouvidos para ouvir pelo Brasil
coragem de morrer pelo Brasil
ânimo de viver pelo Brasil...


Poema-profecia escrito em 1926 que se cumpriu em outubro de 2002. 
Autor: Gilberto Freyre.



O professor nota 11.
(José Erivelton - professor)

                                                                             
                                                                              Em toda profissão existem seres excepcionais e “seres decepcionais”. Ocorrem os que geram, trazem a luz e os que “trevam”, absorvem o mínimo resquício de luz à sua volta.
                                                          Na educação não é diferente. Existem os que fazem o máximo, os que buscam o máximo e os que se sentem o máximo. Existem os que se contentam com o mínimo, os que se sentem o mínimo e os que não fazem sequer o mínimo. (...)
                                                          (...) Uns dão certo, outros dão errado, alguns fazem errado e outros são os errados. Uns buscam, outros levam e há ainda os que levam e trazem.
                                                          Há os nota sete, os nota oito, os nove e os dez. alguns que não atingiram a média, mas são passiveis à recuperação, outros que por autonomia própria são reprovados.
                                                          Contudo, há ainda os que se sentem nota 11. Esses são um caso diferenciado e não muitos raro, constituídos por dois extremos contraditórios: a palavra e a ação, o discurso e a prática. E por serem formados por dois extremos, são também constituídos por pontuação de dois algarismos: um da prática e outro do discurso, ou melhor, um pela mentira e outro pela falta de verdade, totalizando uma diferença de 1-1= 0... (reprovação na certa).
                                                          Se sua atenção lhe permitiu concluir essa leitura, volte ao menu inicial daquilo que você prega e daquilo que você faz, analise sua jornada, o que você fez ou deixou de fazer. Por fim, perceba qual das vestes profissionais apresentadas anteriormente nos escritos lhe servem, vista-as, faça bom proveito e, se necessário, sujeite-se à (s) recuperação(ões).

domingo, 18 de janeiro de 2015

MAIS EDUCAÇÃO e MENOS FUTEBOL

NÃO  FUTURO para a EDUCAÇÃO
sem a participação efetiva dos profissionais
da área de PSICOPEDAGOGIA.

Ppc. Josinaldo Amaury
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O que fazer quando a CRIANÇA começa
a RISCAR as paredes da casa?
A história do desenho (ou “pré-história”) começa quase que ao mesmo tempo em que a do homem. Nas CAVERNAS ficaram gravados, por meio de DESENHOS os hábitos e experiências dos primitivos “homens das cavernas” que usavam as PINTURAS RUPESTRES como forma de se expressar e comunicar antes mesmo que se consolidasse uma linguagem verbal.
Na pré-história o desenho surgiu como forma de as pessoas se comunicarem facilitando o desenvolvimento de uma linguagem falada e escrita.
Fonte pesquisada:
http://www.infoescola.com/artes/historia-do-desenho/
11 de agosto de 2013


Depoimento de uma mamãe:
 A minha filha de 2 anos e 2 meses adora rabiscar as paredes da casa tão bem pintadinha. Gosta de desenhar com canetas de feltro, com lápis de cor, com lápis de cera... e adora as tintas para pintar com os dedos!! A minha dúvida prende-se com o gostinho que ela tem em riscar as paredes... Ela enche as paredes da casa de riscos e verdade ela gosta bastante de fazer uns risquinhos aqui outros ali! Tenho vindo a deixar que ela dê largas à sua imaginação porque penso que quando ela perder este gostinho, posso sempre pintar as paredes riscadas... Contudo, tenho ouvido algumas opiniões, algumas delas bastante críticas, de familiares principalmente, que consideram que é uma falta de educação deixar a criança fazer isso... então estou colocando ela de castigo e proibindo de sair do quarto!!!  será que e uma solução?? 

A criança num mundo de novas descorbertas
Opinião pedagógica:

Não. Definitivamente esta não é a solução.

A criança, nesta fase da vida enxerga as paredes da casa como uma grande folha de papel e ainda não tem ideia do que é limpo e do que é sujo. Ela só está dando os primeiros passos para o desenvolvimento da escrita. A criança está analisando o que tem em mãos. O lápis, por exemplo, não produz som, produz rabiscos e ela acha isso interessante ao ponto de repetir exaustivamente o gesto até “sujar” a casa inteira. Ao esfregar um carro ou uma boneca contra uma parede ela não produzirá rabiscos, produzirá sons e assim sucessivamente.

Colocá-la de castigo é agir no sentido de desestimular a prática de atividades que julgamos saudável.

O que podemos fazer de mais radical, no entanto, é reservar uma parede inteira para ele ou ela. Isto é o mínimo que podemos fazer.

Teoricamente, toda criança passa por 5 estágios rumo a alfabetização.
1-Os primeiros rabiscos é o início desta construção.
2-A criança, ao tentar escrever se baseia no tamanho das coisas.
3-São feitas tentativas de encontrar uma valor sonoro.
4-Começa a perceber que escrever é representar.
5-Atinge o nível do estágio da escrita alfabética.

Conclusão: Ao invés de impedir, devemos estimular a produção de rabiscos, desenhos etc.
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Quando professores e professoras gritam em salas de aulas:
“Minha professora nos diz GRITANDO que não GRITEMOS. Eu, há um ano ou dois não GRITAVA tanto como agora, mas como as professoras gritam conosco, e nós atendemos afinal, nos acostumamos a que GRITANDO se consegue a ordem e as coisas, como por exemplo, que preste atenção a tua irmã ou outra pessoa, sem ter que explicar-lhe nada”
Maria Sol, 9 anos.

*Se observarmos nossas filhas brincando de escola em casa, logo percebemos que sempre falam alto. Fala esta, que sempre vem acompanhada de uma AMEAÇA.
Se você não fizer isto! 
Se você não fizer aquilo vai ficar de castigo! E assim por diante...
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"Há escolas que são GAIOLAS e há escolas que são ASAS"
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo  Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.

Rubens Alves