quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

A História de São Joaquim do Monte

Parabéns
São Joaquim do Monte
87 anos de Emancipação política
11 de setembro de 1928


 




Uma casa aos pés do monte. Foi essa, certamente, a primeira visão dos que aqui chegaram nas primeiras décadas do século 18.


Aba da Serra.
Assim chamava-se a região onde surgiu o povoado.

Quando Vila
São Joaquim

Quando Distrito
São Joaquim

Inicialmente o Município foi chamado de
São Joaquim,
depois Camaratuba, e por fim,
São Joaquim do Monte.

  Nosso Marco Zero.
Local onde hoje está edificado o sobrado do ex-prefeito Barnabé Monteiro.


Neste local foi construída a 1ª casa que deu origem ao povoado de São Joaquim.
Localização: Unidade federativa: Pernambuco
Emancipação Política:
11 de setembro de 1928.


Por que São Joaquim?
Foi uma homenagem ao Santo, pai da Virgem Maria, mãe de Jesus, esposo de Santana e sogro de José.

Mesorregião: Agreste Pernambucano
Microrregião: Brejo Pernambucano
Região Metropolitana: Agreste Central
Diatância até a capital (Recife): 134 km

Características Geográficas
Área: 242, 629 km²
População: 20.489 hab. IBGE 2010
Clima: Tropical Úmido

Limites do município:
Leste - Bonito
Oeste - Agrestina
Norte - Bezerros e Camocim
Sul - Cupira e Belém de Maria 

Particularidades:
No município de São Joaquim do Monte encontramos as regiões do:
Monte
Belo Monte
Monte Azul
Monte Alegre

Particularidades:
No município de São Joaquim do Monte encontramos os seguintes sítios batizados com o nome de frutas:
Cajueiro
Goiabeira
Jabuticaba
Bananeira
Bananeira
Cajá
Araticum 

São Joaquim do Monte – PE

Assim começa a nossa história...

Os primeiros forasteiros que por aqui chegaram nas primeiras décadas do século XVIII vindos do litoral, certamente tiveram a mesma visão de paraíso, tal qual o “Achamento do Brasil” descrito por Pero Vaz de Caminha e relatado em carta ao Rei de Portugal Dom Manuel, não sendo necessário para tanto, nestas paragens, um único braço de mar. "A terra em si é de muito bons ares frescos e temperados (...) Águas são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo” (...).
O município é constituído de 3 distristos: São Joaquim do Monte (sede), Barra do Riachão e Vila de Santana.
Outras vilas e povoados:
Cajueiro, Várzea Fresca, Monte Alegre, Monte Azul, Bananeirinha, Jabuticaba,Goaibeira, Trevo de Formigueiro, Sítio Fernandes...

Na aba da serra
Nos braços do monte
No amanhecer do Agreste
Nasceu São Joaquim do Monte
(Autor: Josinaldo Amaury)



Bravura e Amor
(Hino São Joaquim do Monte)


Esta terra de bravura e amor
Construída por homens valentes
Nos braços força e vigor
Fazem o progresso sempre presente

Nos versos desta construção
Registremos a pureza da verdade
Falando do ousado tempo
Da remota realidade

Os campos foram inspiração
A beleza anatomia das terras
E como sementes no seu ninho
Aconchegam a maravilhosa Aba da Serra

Entre fontes d’águas cintilantes
E verdes motes, Aba da Serra prosperou
Deu lugar à Camaratuba
Que bravas e novas conquistas legou

Aba da Serra, emancipou-se
Passou de vila à cidade em 1928
Com legitimidade
Hoje São Joaquim do Monte
Canta esta liberdade.

Letra: Margarida Tavares e Joel Malaquias
Música: Ricardo Franklin, Rinaldo Barbosa e Ricardo Nascimento.


Como era a localidade onde nasceu o povoado de São Joaquim, na região chamada Aba da Serra?
Os primeiros habitantes
Índios?
Não existe vestígios da existência de aldeias indígenas por essas paragens, muito embora, seja provável que por aqui tenham vivido.
O que sabemos com certeza é, que o homem branco, de origem portuguesa, vindo do litoral, mestiços e escravos fugindo dos engenhos foram os primeiros a habitar esta região. 


Na metade do século XVIII Algumas famílias já habitavam a região onde hoje está edificada a cidade de São Joaquim do Monte. À época, seus moradores viviam nas chamadas “terras do Rei”. Suas moradias eram rudes e distantes uma das outras.
Tratava-se de uma região coberta de florestas e cortada por riachos perenes. As terras do Rei, as daqui, pertenciam ao município de Bonito, o empório mais importante do Agreste, haja vista, que para a cidade de Bonito, se dirigiam comerciantes das regiões mais longínquas afim de se abastecerem de viveres de primeira necessidade ou para venderem seus produtos agrícolas.

Da Sesmaria de Ararobá ao Povoado de São Joaquim

Até o ano de 1890, o local onde hoje está edificada a cidade de São Joaquim do Monte, eram Três propriedades onde ja viviam algumas famílias, pertencentes, essas terras, ao município de Bonito e de propriedade dos Senhores, Capitão Manoel Antônio, português de origem, Manoel Caetano da Costa e Manoel Quintino dos Santos
As três propriedades formavam uma região conhecida por Aba da Serra onde, mais tarde surgiria o povoado de São Joaquim.

 1-As terras de propriedade do Capitão Manoel Antônio, ficavam na parte denominada “Conceição” junto das larjinhas, local onde foi construída a Barragem Caianinha. Lá, o Capitão fixou residência.

2-Já as terras de Manoel Caetano da Costa, começavam mais ou menos onde foi construído o açougue público, no início da Av. Estácio Coimbra descendo em direção a região onde foi construido o hospital e o primeiro posto de gasolina. Décadas depois, essas terras, tornaram-se propriedade de José Joaquim de Melo, o José Gameleira.

3-Manoel Quintino dos Santos adquiriu a propriedade conhecida por Monte, onde construiu sua casa no lugar onde hoje é o sobrado do ex-prefeito Barnabé Monteiro. A casa foi construída de maneira estratégica a margem da estrada que levava à Bonito. A mesma estrada que nos dias de hoje sobe em direção ao Santuário do Frei Damião.

O Surgimento do Povoado

povoado nasceu nas terras da propriedade conhecida por Monte, pertencente ao Sr. Manoel Quintino dos Santos. Faixa de terra que descia o monte e se estendia até aonde hoje é o açougue público. Ali existia uma porteira dividindo as propriedades.
Curiosamente, a povoado nasceu e se expandiu descendo pela rua que hoje homenageia Manoel Franklin indo em direção a estrada que levava à região do Caiana e a Currais, hoje Alto Bonito.


A construção da casa que deu origem ao povoado.

Conta a história, que o Senhor Manoel Quintino que residia com a família em Lagoa de Dentro,  propriedade rural que deixou para sua filha Raimunda e para os demais filhos, em 1890, construiu uma casa à margem da estrada, à época, muito movimentada e caminho obrigatório para a cidade do Bonito. A mesma estrada que hoje sobe a conhecida Rua do Clube em direção ao Santuário do Frei Damião. 
Manoel Quintino havia construído uma casa ampla. Nela, havia uma bodega(mercearia) e uma estribaria(uma espécie de cocheira). Os sertanejos que se dirigiam para Bonito com seus animais carregados, finalmente, tinham onde descansar em segurança, fazer uma rápida refeição, banhar e alimentar seus animais próximo a uma cachoeira que ali existia. Os que vinham ao cemitério visitar seus mortos também faziam paragens por ali.


Conta a história também, que, construída a primeira casa, em poucos anos (1891/1896) surgiu o povoado com o nome de São Joaquim.
Era dado ali, talvez até de maneira inconsciente, o início da edificação da cidade e, consequentemente à formação do atual território municipal.
Para que isso acontecesse, outras casas foram construídas ao lado da residência do Sr.  Manoel Quintino dos Santos, nas terras de sua propriedade.
No mínimo, uma permissão teria que ser dada para que alguém construísse uma casa ao lado da do proprietário daquelas terras. Foi certamente, dada essa permissão com um único objetivo, o de povoar a localidade.
Tudo levar a crer que o dono da propriedade conhecida por Monte, doou ou vendeu os terrenos para que mais casas fossem ali construídas. Por isso, é atribuído ao Sr. Manoel Quintino dos Santos a fundação do Município de São Joaquim do Monte.


A Cólera e o 1º cemitério:

            Em 1850, chegou a nossa região, trazida, provavelmente, por viajantes contaminados vindos do litoral uma epidemia de Cólera, doença, na época, desconhecida e de fácil transmissão, caracterizada por diarréia aquosa abundante, vômito e câimbras nas pernas.
            As primeiras vítimas da doença foram levadas em redes para serem enterradas no cemitério da cidade do Bonito, como era feito, sempre que alguém ia a óbito na região. Feita a primeira viagem, aquelas pessoas cansadas da difícil caminhada se depararam com outros corpos prontos para serem enterrados. Foi quando decidiram aqueles senhores, cercar uma área erma de terra, onde hoje está edificada a torre da Matriz e a estátua de Frei Damião, onde improvisaram um cemitério, haja vista, não haver condições de voltarem a Cidade Mãe, no mesmo dia para enterrarem seus entes queridos vítimas do Cólera. Assim surgiu o primeiro cemitério do lugar.

A Cólera.
A primeira aparição de Cólera no Brasil, ocorreu na década de 1820 na cidade do Rio de Janeiro, então capital do país. Em 1855 mais de 200 mil pessoas morreram vítimas da doença somente naquela cidade.
Com pouco conhecimento sobre a doença, ela era tratada com dieta a base de café e cachaça.

Atual Cemitério.
O atual “Campo Santo” batizado de São Bento foi inaugurado em 1939 na gestão do prefeito Pedro Sérgio de Menezes.

Construção de uma Capela mais ampla

            Numa missa domingueira no ano de 1913, o missionário Frei Epifânio anunciou a ampliação da capela e para isso teve-se que transferir para outro local o cemitério, que ficava onde hoje está edificada a torre da Matriz e a estátua do Frei Damião.O que somente aconteceu em 1939.
O generoso José Gameleira doou todos os tijolos necessários para a ampliação, como também toda a madeira. E ainda emprestou seus carros-de-boi, para o transporte dos materiais para o local da obra.
As obras de ampliação da Capela se encerram no ano de 1915, tendo sido, a sua inauguração, portanto, realizada no dia 06 de janeiro de 1916 em comemoração a festa dos Reis Magos

            A nossa igreja vinculada à Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Bonito que pertencia à Província Eclesiástica da Arquidiocese de Olinda e Recife, pontificando, como Arcebispo, Dom Miguel de Lima Valverde.
            Fundamentado no parágrafo 3º do Cânone 454 do Código de Direito Canônico, Dom Miguel Valverde exarou Decreto pelo qual decidiu “Criar uma nova Paróquia no município do Bonito, elevando à categoria Paroquial a Capela de São Joaquim do Bonito”. Isso aconteceu em 24 de dezembro de 1929.

Foi o Padre Clímaco que comandou a última reforma na nossa matriz.


Altar mor

            Sob a administração do Pe. Viana – Tio de Geraldo Menezes que é filho do ex-prefeito Severino Menezes – foi realizada a inauguração do Altar Mor da nova Matriz, em 27 de novembro de 1931. Também neste ano foi doado por José Vitorino de Carvalho - Zuza Vitorino um Sacrário de ferro onde seria guardado o “Santíssimo” na nova Igreja Matriz.

Imponente, todo em mármore foi doado por Zuza Vitorino, José Vitorino de Carvalho, que falecera inesperadamente, sendo a promessa cumprida pela viúva Dona Doninha.

Como foi instituído o Mês Mariano?
Foi Padre Viana que instituiu o mês Mariano em 1931, iniciando-se, desde aquele ano, a prática sacrossanta dos “noiteiros do mês de maio” assim chamadas as famílias que patrocinam as celebrações das noites de maio, dedicadas à Mãe de Jesus, até os nossos dias.

Finalmente sua emancipação.
Finalmente, em 11 de setembro de 1928, o Distrito de São Joaquim conquistou sua emancipação.
16 anos depois de ter sido elevado a categoria de distrito e 37anos depois de construída a primeira casa.


Emancipação e pendência
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São Joaquim torna-se CAMARATUBA.

Em 31 de dezembro de 1943, o município de São Joaquim passou a denominar-se CAMARATUBA, por haver no Sul do país uma cidade com o mesmo nome (tal fato se deu 15 anos depois de sua emancipação com pendência).
Contudo, por qual motivo foi escolhido o nome de CAMARATUBA?
Havia na região em fartura, uma planta nativa, da família das verbenáceas por nome CAMARÁ, também chamada CAMBARÁ.
Com a junção do verbete TUBA, elemento de origem Tupi que denota abundância. Daí surgir o vocábulo Camaratuba, nome da localidade, numa alusão inconteste à abundância de camará naquela região.  Por um período de apenas 5 anos São Joaquim foi chamado de Camaratuba.


CAMARATUBA passa a se chamar São Joaquim do Monte

Muito embora tenha mudado de nome, só através de documentos e anúncios oficiais sabia-se que essa localidade se chamava Camaratuba. Toda região, assim como os próprios moradores continuavam a chamá-la de São Joaquim. Não é que não gostaram do novo nome, é que já estavam acostumados ao antigo. Pensavam as autoridades da época, o que fazer para solucionar o problema.
Em 31 de dezembro de 1948, decidiram que o município de CAMARATUBA passaria a denominar-se SÃO JOAQUIM DO MONTE, visto que, o povoado de São Joaquim nasceu aos pés da “Fazenda Monte”.
De São Joaquim para Camaratuba. Lei estadual nº 952 de 31/12/1943.
de Camaratuba para São Joaquim do Monte. Lei estadual nº 416 de 31/12/1948.

Fontes pesquisadas:
1-Coluna mensal de Roldão Joaquim dos Santos - Jornal a Época.
(Livro)
2-Filho,José Moisés de Melo. 2008. Resgate - Um Passado Desconhecido.2008. 1ª edição.São Joaquim do Monte-PE.
3-Pesquisa de campo do autor deste blog.

2 comentários:

  1. são joaquim do monte virou uma cidade linda não parece aquela cidadezinha do interior

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  2. Já visitei esta bela e aconchegante cidade. Parabéns a todos que constitui este município e que Deus abençoe a todos.

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