sábado, 11 de abril de 2015

VALE A PENA LER DE NOVO



“A principal meta da educação é criar
homens que sejam capazes de fazer coisas novas,
não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram.
Homens que sejam criadores, inventores, descobridores.
A segunda meta da educação é formar mentes
que estejam em condições de criticar, verificar e não
aceitar tudo que a elas se propõe.”
JEAN PIAGET


"Nenhum ser humano será completamente feliz se não tiver no seu cotidiano algo que lhe pareça familiar".  
Josinaldo Amaury 

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.
Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente,
antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.
Os homens de gênio são meteoros destinados a se queimar, para iluminar o século em que vivem. -Napoleão Bonaparte


Se você tem metas para 01 ano, plante arroz.
Se você tem metas para 10 anos, plante uma árvore.
Se você tem metas para 100 anos, então eduque uma criança.
Se você tem metas para 1000 anos, preserve o meio ambiente.
(Confúcio – Pensador chinês 551 a 479 a.C.)
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Sejamos como um pássaro pousado por um instante no ramo mais frágil, que sente tremer o galho e, no entanto canta, porque sabe que tem asas”.
Sully Prud’ homme(Poeta Francês)
Disse Fernando Collor de Melo ao renunciar ao cargo de Presidente da República do Brasil em 1992.
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Lula e a derrota da Casa Grande.
(Leonardo Boff – Teologia).


“Casa-Grande e Senzala” (1933) de Gilberto Freyre representa mais que um dos textos fundadores da moderna interpretação do Brasil. Os dois termos dão corpo a um paradigma e a uma forma de habitar o mundo.

Habitar na forma de Casa-Grande significa estabelecer uma relação patriarcal de denominação social, de criação de privilégios e hierarquias. Habitar na forma de Senzala é ser expoliado como ser humano, seja na forma de escravo negro, feito “peça” a ser vendida e comprada no mercado, seja do trabalhador, usado como “carvão a ser consumido” (Darcy Ribeiro) na máquina produtiva.

Estas duas figuras sociais superadas historicamente, ainda perduram introjetadas nas mentes e nos hábitos, especialmente de nossas oligarquias e elites dominantes. Elas ainda se consideram as donas do Brasil com exígua sensibilidade pelo drama dos pobres.

A Casa-Grande se transformou em poderosa realidade virtual que se manifesta na forma como age o grande capital nacional, como fazem alianças entre donos da imprensa empresarial, como se manejam os fatos e se cria o imaginário pela televisão para que a Senzala continue Senzala, seu lugar na sub-história.

Ocorre que os da Senzala sempre resistiram, se revoltaram, criaram seus milhares de quilombos, se fundirem com os demais pobres e marginalizados e conseguiram, especialmente a partir de 1950, se organizar num sem-número de movimentos sociais populares. Conquistaram aliados de outras classes, intelectuais e setores importantes das igrejas.

Criaram o poder social popular que, num dado momento, se afunilou em poder político e com outras forças deram origem ao Partido dos Trabalhadores (PT). De dentro desse povo irrompeu Lula como legítimo representante destes destituídos da Casa Grande, com carisma e rara inteligência.

Dou meu testemunho pessoal: corri quase todo o planeta, encontrei-me com nomes notáveis da política, das ciências, do pensamento e das artes. Dentre os mais inteligentes que encontrei, está Luiz Inácio Lula da Silva, agora nosso Presidente.

Somente ignorantes podem chamá-lo de ignorante. Sua inteligência pertence ao seu carisma: desperta, arguta, indo logo ao coração dos problemas e sabendo formulá-los do seu jeito próprio, sem passar pelo jargão científico.

Sua vitória é de magnitude histórica, pois por duas vezes a Senzala venceu a Casa-Grande. Os continuadores da Casa Grande fizeram tudo e tentarão ainda tudo para atravancar essa vitória. Como não têm tradição democrática e parco senso ético, costumam usar todas as armas, armar “maracutaias”, como fizeram em eleições anteriores. Apenas esperamos que não utilizem o expediente do assassinato.

O desafio agora é consolidar a vitória da Senzala e dar sustentabilidade a um projeto que supere historicamente esta divisão perversa da Casa-Grande e Senzala para se inaugurar um novo tempo de uma “democracia sem fim” (Boaventura de Sousa Santos), de cunho popular e participativo.

Esse projeto só ganhará curso se Lula realimentar continuamente suas raízes numa articulação orgânica com as bases de onde veio. São elas as portadoras do sonho de um outro Brasil e infudirão força ao Presidente. As feridas que a Casa Grande abriu no tecido social e ecológico de nosso país são sanáveis.

Uma política que tem o povo como centro fará bem até a estas elites. Agora não tem lugar a revanche mas a magnanimidade, o país unido ao redor de um projeto includente.



O OUTRO BRASIL QUEM VEM AI.

Poema-profecia que se cumpriu 76 anos depois.

Eu ouço as vozes
eu vejo as cores
eu sinto os passos
de outro Brasil que vem aí
mais tropical
mais fraternal
mais brasileiro.
O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados
terá as cores das produções e dos trabalhos.
Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças
terão as cores das profissões e regiões.
As mulheres do Brasil em vez das cores boreais
terão as cores variamente tropicais.
Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil,
todo brasileiro e não apenas o bacharel ou o doutor
o preto, o pardo, o roxo e não apenas o branco e o semibranco.
Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil
lenhador
lavrador
pescador
vaqueiro
marinheiro
funileiro
carpinteiro
contanto que seja digno do governo do Brasil
que tenha olhos para ver pelo Brasil,
ouvidos para ouvir pelo Brasil
coragem de morrer pelo Brasil
ânimo de viver pelo Brasil...


Poema-profecia escrito em 1926 que se cumpriu em outubro de 2002. 
Autor: Gilberto Freyre.



O professor nota 11.
(José Erivelton - professor)

                                                                             
                                                                              Em toda profissão existem seres excepcionais e “seres decepcionais”. Ocorrem os que geram, trazem a luz e os que “trevam”, absorvem o mínimo resquício de luz à sua volta.
                                                          Na educação não é diferente. Existem os que fazem o máximo, os que buscam o máximo e os que se sentem o máximo. Existem os que se contentam com o mínimo, os que se sentem o mínimo e os que não fazem sequer o mínimo. (...)
                                                          (...) Uns dão certo, outros dão errado, alguns fazem errado e outros são os errados. Uns buscam, outros levam e há ainda os que levam e trazem.
                                                          Há os nota sete, os nota oito, os nove e os dez. alguns que não atingiram a média, mas são passiveis à recuperação, outros que por autonomia própria são reprovados.
                                                          Contudo, há ainda os que se sentem nota 11. Esses são um caso diferenciado e não muitos raro, constituídos por dois extremos contraditórios: a palavra e a ação, o discurso e a prática. E por serem formados por dois extremos, são também constituídos por pontuação de dois algarismos: um da prática e outro do discurso, ou melhor, um pela mentira e outro pela falta de verdade, totalizando uma diferença de 1-1= 0... (reprovação na certa).
                                                          Se sua atenção lhe permitiu concluir essa leitura, volte ao menu inicial daquilo que você prega e daquilo que você faz, analise sua jornada, o que você fez ou deixou de fazer. Por fim, perceba qual das vestes profissionais apresentadas anteriormente nos escritos lhe servem, vista-as, faça bom proveito e, se necessário, sujeite-se à (s) recuperação(ões).

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